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Como identificar o açúcar nos produtos alimentares | Nutricionista Ana Isabel Monteiro

15 júl, 2019 | Nutrição | 0 comments

Desde pequenos que temos uma tendência natural a escolher o doce. Não é por acaso que as primeiras sopas dos bebés são feitas com batata-doce e cenoura e que não dizem que não a um potinho de fruta. O açúcar faz e sempre fez parte da nossa vida, mas quando começou a ser visto como um veneno, a indústria alimentar viu-se obrigada a contornar o problema. Em vez de açúcar, passamos a ver nos rótulos mel, frutose ou açúcar de cana.

Na verdade, a única coisa que muda em relação ao açúcar branco é mesmo o nome!

Todos eles acabam por ser açúcares de adição, que são usados no processo de confeção de um determinado produto alimentar para melhorar o seu sabor, textura e tempo de prateleira.

Os açúcares de adição mais comuns são uma mistura de glicose, frutose e sacarose, embora possam também aparecer separadamente.

A sacarose é o açúcar que habitualmente se coloca no café e nos bolos, por exemplo, e é composta por partes iguais de frutose e glicose. Por seu lado, a frutose é o açúcar da fruta e, por isso mesmo, somos levados a acreditar que é saudável. No entanto, quando isolada, ela pode ter consequências nefastas para o organismo, contribuindo para o aparecimento de resistência à insulina, síndrome metabólica, fígado gordo e Diabetes Mellitus tipo 2.

Mais recentemente, começamos a ver nomes mais pomposos como xarope de agave, alegadamente superior ao açúcar branco por ter um índice glicémico mais baixo. Acontece que o xarope de agave é composto por 70-90% de frutose e 10-30% de glicose, podendo ser ainda mais nefasto que o açúcar “normal”.

Para além destes, o açúcar pode também estar escondido sob a forma de açúcar de beterraba, açúcar mascavado, açúcar de cana, açúcar de coco, açúcar invertido, dextrina, maltodextrina, malte de cevada, mel, melaço, xarope de acer, xarope de milho, entre tantos outros.

O que fazer então?

Priorizar os alimentos não processados, como fruta, vegetais e cereais integrais e analisar sempre o rótulo dos alimentos processados ou minimamente processados antes de os comprar!

Nutricionista Ana Isabel Monteiro, autora do projeto Laranja Lima

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